segunda-feira, outubro 30, 2006
sábado, outubro 28, 2006
Onda Curta, edição nº 60
1ª Hora
1 - Fat Freddy: "Faixa 6"
2 - Dapunksportif: "My world got it self in a hurry"
3 - phaZer: "Revelations"
4 - Vollant: "Janelas coloridas"
5 - Houdini Blues: "Galeria dos Espelhos"
6 - sUBMARINe: "21 century"
7 - Bangguru: "Isn't that so nice he said"
8 - Camarão: "As tuas mãos (com Melo D)"
9 - Nuno Prata: "Já não me importo"
10 - Remédio Santo: "Eu & a minha garrafa"
11 - SiNai: "Nunca mais o tempo"
12 - The Legendary Tiger Man: "Masquerade"
13 - X-Wife: "One too close to a million"
2ª Hora
1 - Bruno Duarte: "Mortimor"
2 - Blunder "I kwen it"
3 - Daza Cominatcha: "Innocent"
4 - Fat Freddy: "Faixa 4"
5 - Gaiteiros de Lisboa: "Comprei uma capa chilrada"
6 - The Weatherman: "The meaning of soul"
7 - Gadz: "I'm coming back for you"
8 - Nuno Prata: "Não deixes de querer fugir"
9 - Remédio Santo: "Sem nunca acertar"
10 - sUBMARINe: "The goldies are back in town"
11 - Vollant: "Quem vive"
12 - Houdini Blues: "Tudo"
13 - Dapunksportif: "Private disco"
14 - Gritali & os Tratantes: "Que cena"
O Onda Curta regressa no próximo Sábado mas até lá experimenta contactar-me via e-mail e partilhar notícias, sugestões ou músicas!
sexta-feira, outubro 27, 2006
quinta-feira, outubro 26, 2006
Remédio Santo: próximos concertos adiados
quarta-feira, outubro 25, 2006
Fat Freddy por terras espanholas!

27 Outubro: Sala Baranda, Barco de Valdeorras, Orense
O novo trabalho discográfico (sem título), editado pela Cobra Discos, chega às lojas já na próxima segunda-feira, 30 de Outubro!
segunda-feira, outubro 23, 2006
domingo, outubro 22, 2006
Entrevista exclusiva: Houdini Blues

Houdini Blues (HB): Os Houdini Blues são um colectivo eborense que se pauta por criar música sem grilhetas sonoras ou estéticas. Daí o nome de Houdini e a sua quase fatidica existência (blues) de viver a libertar-se e a fugir de todo o tipo de prisões, reais ou metafóricas.
HB: É complicado definir o que nos influencia, é dificil perceber o que fica em nós do que experienciamos, achamos sempre mais válido quando os outros nos apontam e descobrem influências, é mais revelador. O porquê da nossa música é essencialmente reflexo de uma insatisfação e de não reconhecimento na música que nos rodeia. Pensamos sempre "gostavamos que existe uma música deste género!" Só que em vez de ir pesquisar para a net criamo-la nós. As nossas origens são claramente de quem sempre gostou do conceito pop e de canção mas com uma vontade de experimentação e de coisas menos óbvias e comerciais. Somos um compromisso entre estas duas forças.

HB: Este F de Falso é um passo óbvio e natural que sucede a Extravaganza. Nunca tivemos o problema da "folha em branco". Nunca tivemos o caso do "difícil segundo álbum" nem sequer do terceiro. Saimos de um disco sempre com ideias e caminhos esboçados para o que se segue. O que nos motiva é precisamente o único objectivo que temos enquanto criadores. Superarmo-nos. Sermos melhores que nós próprios.
HB: Fazer um próximo disco, claro. Já começámos a esboçar alguma coisa e a falar para onde vamos a seguir. Tudo muito embrionário. Continuar a tocar e apresentar este disco. De resto não nos pautamos muito por lógicas de mercado. O caminho faz-se caminhando.

HB: Existem alguns apoios, claro que poderia haver mais mas isso é como tudo! Nunca perdemos muito tempo a pensar nisso. Contamos connosco e desenvolvemos a nossa auto-suficiência criativa. Ou seja sozinhos conseguimos fazer discos e tocar ao vivo tudo o que vier por acréscimo (concertos grandes, editoras, boas críticas, muito público, etc) é muito bom mas não nos sentimos cativos de factores exteriores. Ser músico em Portugal é dificil porque o mercado é pequeno, as editoras têm politicas demasiado bizarras para entermos a sua lógica de fazer dinheiro. Além disso com o advento das novas tecnologias vamos ver que papel terão as editoras no futuro. O conceito de industria está a alterar-se vertiginosamente. A comunicação social apoia quem acha que deve apoiar, é um processo "justo" por si e que não devemos revoltar-nos contra ele, é assim simplesmente. Haverá um público que se interessa por nós e a nossa missão é fazer com que as pessoas nos conheçam depois o ajuizamento é deles e também é sempre justo se ficam connosco se preferem outras coisas. Espremido isto tudo voltamos à "vaca fria", temos de contar connosco. Se vierem mais, melhor!
sábado, outubro 21, 2006
Onda Curta, edição nº 59
1ª Hora
1 - Nuno Prata: "Não, eu não sou um fantasma"
2 - Vollant: "Vácuo Social"
3 - sUBMARINE: "The goldies are back in town"
4 - X-Wife: "Panic"
5 - The Legendary Tiger Man: "Honey, you're too much"
6 - SiNai: "1 2 3 revolução"
7 - Rocky Marsiano: "Hold of me"
8 - Remédio Santo: "Alma errante (finjo não te ver)"
9 - phaZer: "Revelations"
10 - Funami: "Far from rio"
11 - Dapunksportif: "Lady 666"
2ª Hora
1 - Bruno Duarte: "Out runner"
2 - Blunder: "This is the way"
3 - Bangguru: "Moon eclipse"
4 - Gadz: "Only to be with you"
5 - Linda Martini: "Amor Combate"
6 - Ölga - "The hunt"
7 - Nuno Prata: "Hoje quem"
8 - Vollant: "Viver assim"
9 - Soma: "Umbigo"
10 - sUBMARINE: Portrait of a bad dream"
11 - Dapunksportif: "Summer boys"
sexta-feira, outubro 20, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
terça-feira, outubro 17, 2006
segunda-feira, outubro 16, 2006
"musicaportuguesa" já tem link no hi5!
domingo, outubro 15, 2006
Entrevista exclusiva: Nuno Prata

Onda Curta (OC): Como surgiu este projecto?
Nuno Prata (NP): Em Setembro de 2002 gravei sozinho em casa uma maqueta com 12 das canções que tinha feito até então. Foi o passo decisivo para me aperceber do gozo que me dá fazer canções, trabalhá-las e tocá-las.
OC: Tem sido fácil promover e desenvolver o teu trabalho?
NP: Para fazer música basta ter ideias e vontade de as trabalhar. Depois, não havendo poder económico ou de lóbi, todo o resto do processo se torna extremamente difícil. A verdade é que quando queremos efectivamente fazer alguma coisa, fazemos; e se as circunstâncias não são as ideais, adaptamo-nos às circunstâncias.
OC: Porquê a edição deste álbum pela Turbina?
NP: Tive contactos com seis editoras, na maioria independentes, tendo em vista a edição do meu trabalho — desde reuniões marcadas pela secretária a contactos informais por interposta pessoa. As pessoas que criaram a Turbina, e que conheço há mais de dez anos, foram as únicas que quiseram fazê-lo.
OC: Que influências utilizas na tua música?
NP: As canções surgem como tentativa de resposta a questões que me vou pondo. Influencia-me tudo aquilo que possa dar origem a essas questões. Na fase seguinte, dos arranjos, a minha grande influência é a musicalidade do Nicolas Tricot.
OC: Consideras ter atingido o que desejavas em termos de sonoridade e estilo?
NP: Não andei, não ando à procura de um estilo. A sonoridade que queria para o disco era a que reflectisse fielmente o som dos instrumentos utilizados. Como a maior parte dos instrumentos eram acústicos, consequentemente mais difíceis de gravar sem uma boa sala, sem bom material e sem um técnico de som com experiência, o som ficou um pouco aquém dessa ambição.
OC: A aceitação do público tem estado dentro ou aquém das expectativas?
NP: Nunca tive grandes expectativas. As poucas que tinha perdi-as quando comecei a tocar ao vivo em 2004 — tanto fui bem recebido como completamente ignorado. Nas apresentações que agora tenho feito tem-me surpreendido que sejam pessoas com metade da minha idade as que mais vibram com a saída do disco.
OC: Que projectos tens para o futuro?
O Onda Curta agradece a Nuno Prata a disponibilidade para responder a estas questões e deseja-lhe as maiores sortes para o seu projecto!
sábado, outubro 14, 2006
Onda Curta, edição nº 58
1ª Hora
1 - Dapunksportif: "Summer Boys"
2 - Vollant: "Também eu"
3 - sUBMARINE: "Bondage music gallery"
4 - Bangguru: "Isn't that so nice he said"
5 - Funami: "Hurricane"
6 - Gadz: "Feels like"
7 - Houdini Blues: "Eurodiva"
8 - Nuno Prata: "Figuras tristes"
9 - phaZer: "Wonder girl"
10 - Remédio Santo: "Cairo"
11 - Blunder: "Mandarine"
12 - Ölga: "Hassana"
2ª Hora
1 - Bruno Duarte: "Out runner"
2 - A Naifa: "Quando os nossos corpos se separaram"
3 - Dapunksportif: "My world got itself in a hurry"
4 - Daza Cominatcha: "Mendigo"
5 - The Legendary Tuger Man: "Let me give it to you"
6 - Remédio Santo: "Sonhos à espreita"
7 - Gaiteiros de Lisboa: "Comprei uma capa chilrada"
8 - sUBMARINE: "21 century"
9 - Camarão: "Phatom's catwalk"
10 - Gadz: "I'm coming back for you"
11 - Nuno Prata: "Volto para casa a pensar na mesma coisa"
12 - The Legendary Tiger Man: "Bad luck rhythmnblues machine"
13 - Vollant: "Já disse"
14 - Gritali & os Tratantes: "Não penses mais em ti"
O Onda Curta promete voltar no próximo fim-de-semana. Até lá, apelo-te mais uma vez para que continues a anviar notícias para ondacurta.rvidigueira@gmail.com!
quinta-feira, outubro 12, 2006
Erro! ao vivo na Sociedade União Sintrense
quarta-feira, outubro 11, 2006
terça-feira, outubro 10, 2006
Cinema: "Transe"

Argumento
A história de Sónia, uma mulher de 20 e poucos anos que abandona o namorado e a família, em São Petersburgo, na Rússia, e decide partir sem olhar para trás para tentar encontrar uma vida melhor noutro país. Sónia vai conhecer a ilusão de uma vida nova e o inferno daqueles a quem a vida parece nada ter para dar. Fazendo a sua "via sacra" Europa fora, atravessando todo o continente, primeiro pela Alemanha, depois Itália, para acabar no extremo oposto, em Portugal, ela vai conhecer toda a miséria e degradação que o tráfico e a exploração dos mais fracos provoca. Um filme sobre a exploração e o tráfico de mulheres.
segunda-feira, outubro 09, 2006
domingo, outubro 08, 2006
sábado, outubro 07, 2006
Onda Curta, edição nº 57
1ª Hora
1 - Vollant: "Também eu"
2 - Nuno Prata: "Já não dói"
3 - Dapunksportif: "Arabian princess"
4 - The Legendary Tiger Man: "Walkin downtown"
5 - Gritali & os Tratantes: "Já não me vejo"
6 - sUBMARINE: "Overwork souls"
7 - phaZer: "Benediction"
8 - Blunder: "No can do"
9 - Bruno Duarte: "Colibri research"
10 - Gadz: "I could"
11 - Funami: "Cow run"
12 - Soma: "Umbigo"
2ª Hora
1 - Nuno Prata: "Guarda bem o teu tesouro"
2 - Vollant: "Eleva-te"
3 - X-Wife: "When the ligths turn off"
4 - Houdini Blues: "Eurodiva"
5 - Dapunksportif: "Temporary insanity"
6 - Gaiteiros de Lisboa: "Pracá-dos-montes"
7 - Remédio Santo: "Eu & a minha garrafa"
8 - SiNai: "Palavra que sei"
9 - A Naifa: "Fé"
10 - Bangguru: "Beam of life"
11 - sUBMARINE: "Satellite people"
12 - Blunder: "Feels like walking"
13 - Camarão: "Landscape"
Até à próxima edição, já sabes que o endereço de e-mail do programa se encontra à tua disposição, portanto, não deixes de enviares notícias, sugestões e músicas que queiras partilhar!
ARY por baal 17

Autor de mais de seiscentos poemas para canções, José Carlos Ary dos Santos edita em 1963 o seu primeiro livro de poemas “liturgia do Sangue”. À data da sua morte, em 1984, tinha em preparação um livro de poemas intitulado “ As palavras das Cantigas”, onde era seu propósito juntar os melhores poemas dos últimos quinze anos, e um outro de nome Estrada da luz – Rua da Saudade, que queria que fosse uma autobiografia romanceada.
Muitas mais coisas havia para dizer sobre este homem, mas espero que pela vossa curiosidade, o descubram porque é muito difícil tentar resumir toda uma grande história literária e ate musical.
Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
é tão vulgar que nos cansa
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
a morte é branda e letal
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
José Carlos Ary dos Santos
sexta-feira, outubro 06, 2006
Amanhã: um programa cheio de novidades!